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ADITIVOS
NOVIDADES AMPLIAM A OFERTA DE ADITIVOS
No mesmo rumo das resinas, vários fabricantes de aditivos aproveitaram a Brasilplast para lançar novos produtos e cativar mais clientes. Os visitantes tiveram acesso à grande variedade de produtos novos ou aperfeiçoados para auxiliar o processo de moldagem e conferir aos polímeros melhores propriedades mecânicas, térmicas e químicas.
Os polímeros funcionais (desenvolvidos para modificar outros polímeros, e também auxiliar na compatibilização), constituíram o principal foco da Atofina, que também anunciou outros lançamentos.
| Entre as novidades, a empresa oferece um tipo de EVA para atuar nos compostos direcionados ao segmento de cabos, na verdade, um mercado novo para a Atofina. “Estamos entrando agora nessa área”, informa o gerente técnico e comercial Maurício Peixoto Fernandes. Segundo ele, o EVA é um polímero mais polar que permite maior incorporação de cargas. |
Cuca Jorge |
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| Fernandes fornece o aditivo ou o composto |
Ainda focada no mercado de cabos, a Atofina disponibiliza copolímeros (etileno e éster acrílico) e terpolímeros (etileno, éster acrílico e anidrido maléico) para compor produtos antichama livres de halogênio. “Fornecemos tanto os copolímeros e terpolímeros, como os compostos já prontos”, informa. Os compostos são fabricados por empresas terceirizadas, parceiras da Atofina.
| Cuca Jorge |
Destinado à metalização de polipropileno, o fabricante desenvolveu ainda novo polímero funcional grafitizado. “É um polímero que se incorpora na camada metalizada para aumentar a adesão do metal no polímero”, explica Fernandes. Segundo ele, o produto é indicado em especial no processo casting para a produção de filmes de PP. |
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| Mercado de cabos é o novo foco da Atofina |
Um terpolímero destinado às blendas de PA 6 completa os lançamentos na linha dos polímeros funcionais. Segundo o gerente, a novidade confere à blenda propriedades de altíssima resistência ao impacto, inclusive sob temperaturas de até –40 ºC. Ademais, não degrada e não amarela com o tempo, mesmo exposto sob altas temperaturas, garante Fernandes. A indústria automotiva, em particular, deve ser a mais favorecida com o produto, acredita.
Melhor fluxo – Para melhorar o processamento dos polímeros, a Dyneon lançou os novos grades de auxiliares de fluxo FX 5922 e FX 9614, desenvolvidos para diminuir a viscosidade aparente de resinas como o polietileno linear e o PEAD, informa o especialista Paulo Henrique S. Vieira.
Segundo ele, os novos produtos reduzem o tempo para eliminação de fratura de fundido em relação aos aditivos tradicionais disponíveis no mercado. Além disso, permitem incorporar menor concentração de produto, em alguns casos com redução de até 50%, assegura Vieira. O FX 5922 é indicado para formulações com sílica e dióxido de titânio. Já o FX 9614, destina-se a fórmulas com estabilizantes à luz à base de aminas. A empresa ainda apresentou nova linha de microesferas de vidro e de cerâmica. As primeiras são destinadas à redução de densidade de compostos e as outras, a elevar a resistência à abrasão.
Disposta a melhorar o processo dos polietilenos em especial, a DuPont Dow também apresentou ao mercado nova gama de auxiliares de processo. São grades de fluorelastômero desenvolvidos para atender à produção de polietilenos de alta e de baixa densidades, mas que também podem atender o mercado de polipropileno, informa o gerente de mercado Nilton Bueno. “É a primeira novidade em tecnologia de auxiliar de processo desde 1990”, garante.
Segundo ele, os novos aditivos são fabricados com reologia modificada, resultando em maior eficiência em relação aos produtos similares disponíveis no mercado. “Os novos grades podem melhorar significativamente a qualidade do produto final, sem representar aumento de custo, assim como proporcionar excepcional performance nos mais diferentes tipos de resinas”, pondera.
Para os processadores de filmes de polietileno, o novo aditivo elimina a fratura do fundido, além de reduzir o custo de produção, pois diminui a necessidade de auxiliar de fluxo, informa Bueno. “Essa nova tecnologia possibilita a fabricação de produtos que não eram possíveis antes, e resolve problemas de processo que outros tipos de aditivos não conseguem.”
A DuPont Dow, uma joint venture entre a DuPont e a Dow Química, líder no campo dos cloroelastômeros, elastômeros de etileno e fluorelastômeros, ainda aproveitou a feira para anunciar a partida de nova planta de 136 mil toneladas anuais do elastômero poliolefínico Engage, nos Estados Unidos, em abril. De acordo com a empresa, será a terceira fábrica construída para suprir a demanda global do produto, conferindo à empresa capacidade instalada total da ordem de 500 mil t/ano. De acordo com Bueno, a unidade vai incorporar toda a linha comercial já conhecida e também terá adicionados novos grades baseados em etileno buteno.
O elastômero poliolefínico é usado como modificador de impacto do polipropileno, e também na indústria calçadista, como modificador ou mesmo substituindo o EVA, entre outras aplicações. “Com a nova planta e o conseqüente aumento da oferta, teremos condições de competir em custo com aplicações até de PVC injetado”, acredita Bueno.
Mais novidades – A família de pigmentos fabricados pela Clariant cresceu. O mercado agora conta com os novos pigmentos vermelho THI 4 G, amarelo H9G, e amarelo NG. O primeiro consiste em nova tonalidade de pigmento vermelho com boa solidez à temperatura, indicado para todos os tipos de poliolefinas. O pigmento H9G é um amarelo de tonalidade esverdeada. Paulo Ghidetti, da área de marketing, informa tratar-se também de um produto com boa resistência à temperatura e intempéries, aplicável nas poliolefinas. Já o amarelo NG é um corante para uso em masterbatch de poliéster, com indicações especiais no uso de fios e multifilamentos de poliéster. O produto tem aprovação do FDA, que o habilita a ser usado em embalagens alimentícias.
Outro produto destacado pela Clariant consistiu no estabilizante de alto desempenho específico para náilon. Ghidetti o especifica como um produto multifuncional, capaz de funcionar como estabilizante de processo; antioxidante; estabilizante à luz; e ainda elevar o poder tintorial das fibras de PA, reduzindo a quantidade de corante necessária ao tingimento; e aumentar a solidez à luz em alguns tipos de corantes.
Também a indústria de multifilamentos de polipropileno foi beneficiada pela Clariant. O setor ganhou nova opção em cera à base de PP obtido por processo de catálise metalocênica. De acordo com Ghidetti, o processo permite obter ceras com qualquer peso molecular e ponto de fusão, abrindo amplo leque de produção de vários tipos de cera.
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O mercado de polipropileno também constitui o principal foco da Milliken, fabricante de um agente clarificante para PP que conquistou o mercado e se tornou o carro-chefe da empresa. “Graças ao agente clarificante, o polipropileno tem crescido muito no segmento de sopro convencional substituindo polietileno de alta densidade e também PET”, comenta a gerente de marketing na América Latina Marta Janowitzer. |
Cuca Jorge |
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| Para Marta, PP avançará mais sobre o PET |
Na opinião dela, a substituição do PET pelo PP promete ganhar maior escala com o avanço de um novo processo de estiramento/sopro desenvolvido para o polipropileno, que lhe confere transparência idêntica ao PET. A ação conjunta do agente clarificante com o processo de estiramento/sopro é que garantem tal propriedade, explica Marta. A associação tem tudo para dar certo: a vantagem de custo do PP com a transparência do PET. Mas essas embalagens também têm suas desvantagens. “Não podem ser usadas em aplicações que requerem barreiras, como as bebidas carbonatadas”, revela. No entanto, possibilita envase a quente.
| Cuca Jorge |
Outra novidade da Milliken ficou por conta do agente nucleante HPN 68, aditivo que promete elevar significativamente a velocidade de produção de PP nos processos de injeção, termoformagem ou extrusão, sinônimo de redução de custos, além de melhorar as propriedades físicas do polímero, afirma o fabricante. |
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| Clarificante confere transparência ao PP |
Além de acelerar a velocidade de processamento e, por conseqüência, a produtividade, o aditivo confere à resina bom balanço de propriedades rigidez/impacto, e ainda contribui para melhorar a estabilidade dimensional da peça.
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