FEIRA GERA NEGÓCIOS DE R$120 MILHÕES

Em tempos bicudos para a economia, os resultados desta nona Brasilplast, realizada entre 10 e 14 de março, não decepcionaram os mais de 1.200 expositores espalhados pelos 75.000 m² do Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, nem tampouco as quase 49.000 pessoas que percorreram a feira, melhor distribuída em espaço, mais caprichada no visual, e recheada de novidades. Mais seleto e especializado, e com poder de decisão de compra (em geral, mais vantajosa durante o evento, quando os bancos operam com taxas de juros especiais), o público não resistiu aos apelos tecnológicos e garantiu, só ao segmento de máquinas, vendas 20% superiores às da última exposição.

Divulgação

A partir da esq., ministro Luis F. Furlan, governador Geraldo Alckimin, presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prefeita Marta Suplicy, e José Rafael Guagliardi, presidente executivo da Alcântara Machado.

Nas estimativas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a Brasilplast gerou vendas da ordem de R$ 120 milhões, negócios equivalentes a três meses de faturamento do setor de máquinas. Só no posto de atendimento do Bradesco, no Anhembi, as propostas de financiamento totalizaram R$ 55 milhões.

A área de matérias-primas, de participação mais institucional, também saiu da feira com muitas propostas que devem se transformar em futuros negócios, sendo que algumas empresas até conseguiram faturar na própria feira, caso da DuPont, que contabilizou US$ 5 milhões para sua divisão de polímeros industriais e embalagens, segundo declaração do diretor regional da América do Sul Marcos Cantharino.

Apesar dos transtornos impostos aos visitantes e expositores, barrados à entrada do Anhembi por questões de segurança, a presença do presidente da República à abertura da Brasilplast imputou maior prestígio à exposição e abriu novas frentes de relacionamento com o setorial do plástico.

Ao lado de representantes do alto escalão do governo e empresários, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoiou os planos de exportação do setor, e assumiu o compromisso de enviar ao congresso os projetos da reforma tributária e da previdência ainda no primeiro semestre deste ano. “O Brasil será do tamanho da consciência política, empresarial e econômica de cada cidadão. Não seremos mais um gigante adormecido, mas um gigante acordado, que compete em condições iguais com as grandes potências do mundo”, disse.

De acordo com o ministro do Desenvolvimento e Comércio Exterior Luis Fernando Furlan, em 2002, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investiu cerca de R$ 444 milhões em equipamentos para o setor. “Devemos investir ainda mais neste ano, o que prova a importância deste segmento para a economia nacional”, garantiu.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico Merheg Cachum abriu a série de discursos, traçando um panorama geral do setor. 
Apresentou a contabilidade do mercado e pediu apoio aos projetos para impulsionar a transformação no mercado doméstico e nas exportações. Na opinião dele, a indústria brasileira de transformação já amadureceu o suficiente para competir no mercado internacional, além de contar com matérias-primas de primeira qualidade.

A feira tinha tudo para ser um sucesso, e foi. Mostrou profissionalismo e se inseriu em definitivo no rol das melhores do mundo em qualidade. Colheu os frutos do amadurecimento do setor, a ser conferido nesta (parte I – resinas, aditivos, e transformação) e na próxima edição (parte II – máquinas, moldes e outros equipamentos).

No campo das resinas, os transformadores ganharam novas opções tanto nas commodities, desenvolvidas para oferecer melhores propriedades, e ainda maior produtividade, como nos plásticos especiais, que além de novidades em produtos, abriram novos campos de aplicação. A área de aditivos contemplou a clientela também com boa variedade de formulações novas ou aperfeiçoadas para conferir aos polímeros caracteríticas mecânicas, térmicas e químicas superiores. Também a transformação aproveitou para exibir produtos e cultivar novas oportunidades de negócios dentro e fora do País.

Boa leitura.

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