LANÇAMENTOS EMBALAM CRESCIMENTO EM 2003

A unidade de pigmentos e masterbatches da Basf estará presente na Brasilplast 2003, com o objetivo de promover e consolidar a marca dos produtos para o segmento de plásticos. A unidade produz grande variedade de pigmentos orgânicos, inorgânicos, corantes e absorvedores de raios UV, destinados à coloração e estabilização de resinas transformadas por processos de moldagem por injeção, extrusão, sopro e calandragem, entre outros. 

No segmento de pigmentos, a Basf apresentará a linha Eupolen, segundo a empresa, sem similar no mercado. Os produtos atenderão ao mercado mundial e são compostos por pigmentos com alto grau de dispersão, que conferem características de alta qualidade para o produto final. A elevada concentração de pigmentos torna a linha especificamente recomendada para a produção de masterbatches, compostos e para o tingimento de vários termoplásticos. A Basf projeta crescimento acima do mercado, em 2003, em decorrência do lançamento dos produtos Eupolen. A unidade de negócios também apresentará na Brasilplast 2003 o Disperin Laser FX, que possibilita a marcação precisa a laser de garrafas plásticas sem dano. A marcação a laser é bastante difundida no mercado europeu, mas ainda sem similar no Brasil, representando importante alternativa para a marcação de datas de validade em embalagens de produtos alimentícios e de limpeza. Os masterbatches da empresa alemã ocupam a segunda posição no mercado brasileiro, e atendem aos segmentos de transformação de plásticos (para a produção de tapetes, sacolas, garrafas para desodorantes e produtos de limpeza). A empresa prevê para 2003 crescimento de 5% acima do mercado na região da sul-americana.

Certamente essa cifra reflete a expectativa da empresa perante a parceria firmada com a Macroplast, de São Bernardo do Campo-SP. Pelo acordo, a Macroplast passa a fabricar masterbatches coloridos, aditivados, brancos e pretos das linhas Sicolen, Euthylen, Luprofil e Sicoplast, todas da Basf. A empresa alemã compromete-se com a responsabilidade técnica sobre os produtos, transferindo seu laboratório para as instalações da Macroplast, que recebe os insumos da Basf, realiza seu beneficiamento e retorna os produtos acabados. As empresas são parceiras nos negócios relacionados a plásticos desde a década de 90, firmando acordos para a produção de polímeros e a distribuição de termoplásticos na América do Sul. n

MUDANÇAS DEIXAM ADITIVOS DE FORA 

A divisão Químicos de Performance da Bayer fabrica diversa gama de aditivos para plásticos, em que figuram modificadores de impacto para PVC, retardantes à chama, plastificantes, promotores de adesão, agentes expansores e especialidades, mas em decorrência de reestruturações, a área de aditivos não estará presente na Brasilplast 2003. 

A Bayer comercializa modificadores de impacto para PVC rígido e semiflexível de três diferentes tipos. Os modificadores à base de HRGE (high grafitized rubber) servem melhor a produtos rígidos, pois reduzem a temperatura de impacto (temperatura em que se inicia a quebra) do material em baixas temperaturas. Outra linha de produtos, à base de poliuretano (PU), atua como plastificante, aumentando a resistência ao impacto em baixas temperaturas. Esses modificadores são utilizados na Europa em roupas, botes de borracha, lonas e bolsões destinados a recolher água doce ou petróleo, pois os modificadores à base de PU elevam significativamente a resistência química do produto final. A empresa também fabrica modificadores à base de borracha nitrílica, que conferem as mesmas propriedades que os outros modificadores de impacto, porém em altas temperaturas. O produto tem grande uso em aglomeração de pastilhas de freio e discos de embreagem. 

Segundo o coordenador técnico de vendas Carlos Alberto Dizioli, a Bayer iniciou em novembro de 2002 a comercialização do modificador de impacto A-52, para cartões e perfis. “Já temos bons resultados de vendas”, comemora. 

A Bayer compete no segmento de retardantes à chama com aditivos à base de fósforo, e não fabrica produtos contendo halogênios. Segundo Dizioli, os produtos baseados em fósforo estão na mesma faixa de preços dos halogenados, e grande parte de sua utilização destina-se a PVC (90%), e o restante é usado em outros plásticos, PC e ABS, por exemplo.

Cuca Jorge
Consumo de plásticos ainda é baixo, afirma Dizioli

Três grupos de produtos compõem a linha de plastificantes: monoméricos, oligoméricos e polímeros plastificantes. Os primeiros, à base de éster alquil sulfônico de fenol, atuam como comonômeros tradicionais de alto peso molecular, fornecendo alta qualidade de plastificação. Possuem baixíssima toxicidade e podem ser usados com PVC e borrachas (produção de luvas cirúrgicas), além de possuírem alta resistência a intempéries e à temperatura. 
O produto é uma das vedetes da Bayer, e tem grande demanda na Alemanha, segundo Dizioli. Os plastificantes oligoméricos são formados por cadeias com pequeno número de monômeros e são indicados para filmes de PVC para embalagens, enquanto os polímeros plastificantes destinam-se à fabricação de compostos de PVC e PU. “Os polímeros plastificantes não são muito usados no País devido ao seu alto preço”, explica Dizioli.

O PU também é utilizado como promotor de adesão do PVC em tecidos, em correias transportadoras, aumentando sua resistência à tração. O produto reduz o alongamento pela polimerização sobre o tecido, envolvendo suas fibras e ligando-se quimicamente ao PVC. 

A linha de agentes expansores, cujo componente básico é o azo-di-carbono-amida (ADC), é atóxica (o ADC é usado como agente expansor no pão) e confere ao material expandido menor peso aliado à maior resistência mecânica, sendo destinada a polímeros rígidos ou flexíveis. Completam a linha de aditivos para plásticos da Bayer as especialidades, que incluem antiestáticos, absorvedores UV e branqueadores ópticos.

De acordo com o coordenador Dizioli, a Bayer não tem produção local de seus aditivos. “A demanda por plásticos ainda é muito pequena no Brasil”, diz, informando que o consumo mensal na Europa atinge 60 kg/pessoa, ao passo que o consumo brasileiro chega a apenas 5 kg/pessoa. O consumo per capita de aditivos, ao contrário, tem a mesma magnitude nos dois mercados, embora o produto europeu seja mais sofisticado. 


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