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BRASILPACK
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PLÁSTICO TOMA CONTA DO CENÁRIO |
Perto de 26 mil visitantes circularam pelos estandes de cerca de 450 expositores
da feira da embalagem, que mostrou a força do plástico no setor
Marcelo Rabinovitch
Cuca jorge

"Ilha" do PET operou da matéria-prima à reciclagem
A terceira Feira Internacional de Embalagem – Brasilpack, no pavilhão de exposições do Parque Anhembi, São Paulo, entre 21 e 25 de maio, atraiu cerca de 26 mil visitantes para os 450 expositores, distribuídos pelos 40 mil m² da feira, cem deles provenientes de 25 países. A novidade deste ano foi a montagem no salão de três “ilhas” completas de produção de embalagens de PET, cartão e flexíveis equipadas com as máquinas e periféricos normais de processo. Na do PET houve a produção de garrafas de 500 ml para água e frascos de 100 ml para medicamentos; na área de flexíveis, o destaque coube aos cartões telefônicos e sacos de balas; enquanto na “ilha” do cartão eram fabricados porta-CDs, caixas de remédios e calendários porta-lápis.
Cinqüenta e três empresas participaram da “ilha” de produção de PET, onde se pôde ver desde o tratamento da matéria-prima virgem até a reciclagem no pós-consumo. Um dos processos apresentou a transformação do material usado em fibras de poliéster para a indústria têxtil; um outro demonstrou como recuperá-lo na forma de garrafas.
Entre as empresas envolvidas no projeto de “ilhas”, a Rhodia-ster esteve presente na produção da resina PET e na fabricação das fibras têxteis utilizadas no setor de vestuário. A novidade foi a fibra 100% PET reciclado Alya ECO. Na verdade, sua primeira aparição foi em forma de calça e camiseta, na coleção verão 2001/2002 idealizada pelo estilista Carlos Miele, proprietário da M.Officer, na São Paulo Fashion Week. A Alya uniu a Rhodia-ster com a Santista e a M.Officer, envolvendo no projeto a Coopa Roca, cooperativa das artesãs da Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Com 1,4 dtex, 20% mais fina que o algodão, a fibra já entrou em escala industrial. Em maio, foram produzidas 150 t e, a partir do segundo semestre de 2002, a previsão é de 500 t/mês. Segundo Reinaldo José Kröger, diretor de operações, o objetivo é atingir as 2,5 mil t/mês. “Trouxemos um fio de cotton, com as mesmas características do virgem, para a confecção de camisetas, jeans, lençóis ou toalhas”, afirma Kröger.
Outro destaque da Rhodia-ster foi a Tecna S80SP, primeiro produto de uma nova família de resinas diferenciadas. De acordo com Kröger, o produto ganha excepcional desempenho no sopro e proporciona ganhos expressivos na injeção: “A Tecna permite ganhos de produtividade de até 15% e redução de até 25% no consumo de energia”. Ele promete lançar em breve novo grade para processos de enchimento a quente.
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A Wortex relançou a Challenger, máquina para reciclagem de materiais de baixo peso volumétrico, com capacidade produtiva de até 350 kg/hora, desenvolvida com objetivo de criar sistemas integrados para reprocessar ou compor uma grande variedade de formas de resíduos e filmes, materiais compostos com fibra de vidro e carga mineral. |
Cuca Jorge |
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| Wortex destacou sistema de reciclagem |
Também a Battenfeld marcou presença na “ilha” de produção de PET com uma injetora TM 1600/750, de 160 t de força de fechamento e injeção de até 325 g. Projetada com o mínimo de componentes, oferece fácil manutenção, dispõe de comando Unilog B2 e nova bomba de vazão variável de controle eletrônico. Para Cássio Luis Saltori, assessor de vendas, a injetora proporciona alta repetibilidade e economia de energia em torno de 30%. Durante a feira, processou PP em molde de 32 cavidades, com ciclo de 9,9 segundos, na produção de tampas de garrafas.
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