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Indústria do plástico compra mais |
SIMONE FERRO E MARIA A. DE SINO
Como nas edições anteriores, as indústrias de máquinas e equipamentos para o processamento de plástico vão ocupar a maior área do Pavilhão de Exposições do Anhembi, palco da 8ª Brasilplast. A grande vitrine do plástico brasileiro e a quinta maior feira mundial ocorre num período bastante positivo da economia nacional. No ano passado o PIB cresceu e o País bateu o recorde de investimentos estrangeiros, com cerca de 30,6 bilhões de dólares destinados a diversos segmentos. Também o aumento expressivo das vendas de máquinas e acessórios para a indústria de artigos plásticos em 2000, de 39,8% em relação a 1999, comprova o bom desempenho do setor nesta virada de século.
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O capital estrangeiro deixou de ser apenas especulativo e chega para construir fábricas, aumentar a produção ou arrematar estatais deficitárias e ineficientes, que vão receber outros bilhões de investimentos no futuro. Os resultados dessa bonança, sentidos também pelo setor plástico, criaram novas oportunidades de negócios. Embora 1999 tenha marcado o início das privatizações nos segmentos de telecomunicações e gás, os investimentos ganharam fôlego no ano passado, ampliando a venda de extrusoras. Em alguns casos, a alta chegou a 50%. Em filmes, a vedete do ano foi a coextrusão. |
Cuca Jorge |
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| Venda de máquinas e acessórios mecânicos cresceu 39,8% em 2000 e continua alta |
No segmento de injeção, destacaram-se os mercados de embalagens, principalmente as de parede fina injetadas em ciclo rápido; o de autopeças, devido à recuperação do setor automobilístico; e o de brinquedos, que depois de anos sofrendo com a concorrência dos importados recomeçou a investir pesado na produção nacional.
O de bebidas, em especial o de refrigerantes e água mineral, impulsionou as vendas de sopradoras para polietileno tereftalato (PET). O sopro cresceu também em outras frentes, e os fabricantes de máquinas conseguiram respirar um pouco mais aliviados e amenizar as dificuldades enfrentadas em 1999. Também favorecido pelo deslanche das indústrias de embalagens, o mercado de impressoras avançou no campo tecnológico e encerrou o século XX com os negócios em alta.
A matéria a seguir faz uma pequena retrospectiva dos principais fatos ocorridos no mercado nacional de extrusoras, injetoras, sopradoras e impressoras no ano passado e aponta algumas tendências e expectativas para 2001. No final do texto, o leitor acompanha os destaques da Brasilplast, com base nos relatórios fornecidos pelos expositores.
Em 2000, o setor de máquinas e acessórios para a indústria de artigos plásticos faturou 39,8% mais que no ano anterior, quando registrou queda de 23,3%. A julgar pelos números divulgados no final de janeiro pelo Departamento de Economia e Estatísticas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), os fabricantes nacionais têm muito a comemorar. Segundo a pesquisa, o faturamento, estimado por amostragem junto a 17 empresas do ramo, representando cerca de 35% do universo de associados da Abimaq, somou R$ 195 milhões.
As exportações globais do setor alcançaram US$ 30,8 milhões e as importações, US$ 175 milhões. Os números da Abimaq mostram também redução do volume importado, quando comparado a 1999. Já as exportações aumentaram, chegando próximo do valor obtido pelo setor em 1998.
Baseados nesses resultados, as indústrias de máquinas para plástico projetam um início de milênio bastante promissor e contam com a Brasilplast 2001 para aquecer ainda mais as vendas. Panorama oposto ao da feira anterior, realizada em 1999, e em especial para os equipamentos importados, devido à desvalorização do real. A acomodação da moeda trouxe alguma estabilidade, mais o aumento do consumo deve garantir resultados extremamente favoráveis, segundo expectativas de representantes do setor.
De acordo com a presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico, vinculada à Abimaq/Sindimaq, Maristela Simões de Miranda, também diretora da Maqplás, de Osasco-SP, ampliar as exportações tem sido uma das principais metas da entidade no último ano. Além de divulgar projetos específicos, como o Programa Abimaq de Excelência (PAE), a entidade participa da feira para assessorar os sócios e ajudar a reforçar a imagem de qualidade do produto brasileiro.
A Abimaq divide o estande com outros órgãos, como a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Instituto Nacional do Plástico (INP) e Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). Para Maristela, o trabalho de divulgação da indústria brasileira e da grande feira começou bem antes, em exposições internacionais como a NPE, Argenplás e similares. A mais recente, a Arabianplast, de 14 a 17 de janeiro, nos Emirados Árabes, contou com seis expositores brasileiros, além da Abimaq e Abiplast. Participaram da exposição a Maqplás, Feva, Imacon, Afa, Sansuy e Cromex Brancolor.
EXTRUSORAS
| Cuca Jorge |
Depois de um ano extremamente favorável para os fabricantes de extrusoras, em especial para o processamento de filmes com múltiplas camadas e tubos de polietileno para telecomunicações e gás, a Brasilplast desponta como uma excelente oportunidade para consolidar o avanço desses dois importantes segmentos de mercado, além de impulsionar as exportações. Os fabricantes de extrusoras estão otimistas. Em 2000, as vendas cresceram, chegando, em alguns casos, a registrar alta de até 50% quando comparadas a 1999. Nas contas do diretor presidente da Miotto, de São Bernardo do Campo-SP, Enrico Miotto, a demanda nacional de extrusoras, entre tubos, chapas, perfis e filmes, ficou em aproximadamente 600 unidades. |
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| Maristela: Abimaq quer ampliar exportações |
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Tubos — Um dos segmentos que mais cresceu foi o de equipamentos monorrosca para a produção de subdutos de fibra óptica e tubos para gás confeccionados em polietileno. Trata-se, na verdade, de um mercado com grande potencial de crescimento devido à carência do País em infra-estrutura de saneamento básico e de telecomunicações. Calcula-se que apenas 30% da população brasileira tenha acesso a água e esgoto encanados. |
Cuca Jorge |
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| Ampliação das redes de gás favoreceu extrusão |
| Cuca Jorge |
Já o segmento de tubos de policloreto de vinila (PVC) investiu muito nos anos anteriores, principalmente em equipamentos importados, mantendo-se estagnado em 2000. De acordo com Miotto, as importações, no passado, chegaram a 200 linhas num único ano, direcionadas em sua maioria cerca de 70% para os líderes do mercado. “O fato coincidiu com a recessão da economia e, conseqüentemente, sobraram máquinas nacionais.” |
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| Miotto: mercado pede roscas de maior diâmetro |
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