|
|
Briga de gigantes A concorrência se acirra
ainda mais, e o transformador, é claro, se beneficia, com a entrada em operação da nova
fábrica da Dow, em Baía Blanca. Lá haverá disponibilidade de resinas metalocênicas e
diversos grades de PELBD de última geração à base de octeno, inclusive um
desenvolvimento para atender em particular a região do Mercosul, que valoriza
transparência e brilho, informa o gerente comercial Luiz Stortini. Trata-se do Dowlex
2085 LA, que combina resistência mecânica e soldabilidade, pontos fortes dos lineares,
com propriedades óticas. Até a inauguração da fábrica, em novembro, o polímero pode
ser adquirido, via importação, dos Estados Unidos.

Stortini: atenção as necessidades do Mercosul
|
Além deste, outros sete tipos de PELBD
serão incorporados à linha de produção argentina. São produtos destinados a diversos
segmentos, como filmes dos tipos blow e cast, inclusive esticável, laminação,
embalagens para alimentos e peças injetadas. Para atender o mercado de sacaria
industrial, a Dow produzirá grades de baixa e também de média densidades.
A família dos polietilenos de alta densidade da nova fábrica destina-se aos mercados de
injeção, sopro e extrusão. Entre as novidades, Stortini ressalta um tipo de média
densidade indicado para tubos. Esse produto mantém as propriedades mecânicas com
vantagens de melhor processamento e resistência ao impacto, garante. |
Outro desenvolvimento visa o segmento de
sopro. Trata-se de um tipo de PEAD de densidade pouco superior à convencional, com
capacidade de conferir ao produto acabado melhor resistência ao empilhamento. Para o
mercado de injeção, Stortini oferece resinas com índices de fluidez variáveis entre 4
e 60 g/10 min. Os tipos acima de 40 são indicados para ciclos rápidos e paredes finas.
Novidade na América do Sul, a produção de polietilenos lineares de base metalocênica,
beneficiados principalmente com melhor resistência mecânica e soldabilidade, começa com
quatro grades. Os mercados favorecidos são os de coextrusão, sacaria industrial e
embalagens especiais. Essas resinas permitem ganhos significativos nos custos e no
desempenho de embalagens, concorda José Boaventura Rodrigues, da área de
desenvolvimento e marketing da Petroquímica Triunfo. Para ele, o uso dos polietilenos
metalocênicos eleva a confiabilidade da embalagem e, em alguns casos, propicia redução
na espessura. No caso da soldabilidade, pode-se obter ganho de produtividade e
redução de perdas no envase, transporte e manuseio das embalagens.
Falta eteno Com produção limitada em 160 mil
t/ano de PEBD, a Petroquímica Triunfo precisaria duplicar sua capacidade e produzir
também PEAD e PEBDL para manter a atual participação no mercado. Essa é a realidade
expressa por seu diretor Luiz A. Briones. No entanto, a empresa não dispõe de suprimento
de eteno.
Por problemas de relacionamento entre acionistas e sem ter participado do leilão de
privatização da Copesul, a Triunfo não tem acesso à quantidade suficiente de eteno
para levar adiante seus projetos de expansão, que incluiam a instalação de uma unidade
swing de 130 mil t/ano. Segundo Briones, a última ampliação, executada no ano passado,
elevou a capacidade ao extremo. Não há mais por onde crescer, sem construir novas
fábricas, pois já efetuou todos os desengargalamentos possíveis.
Por ora, a Triunfo concentra esforços no desenvolvimento de especialidades, com
características próprias para atender nichos específicos de mercado. Outra estratégia
é dispor também de PELBD e PEAD, adquiridos de outros produtores, além de misturas de
PEBD e PELBD feitas na própria empresa. As operações de revenda têm se
consolidado e já representam parcela significativa do nosso faturamento, diz
Boaventura.
A Triunfo opera com tecnologia de reator tubular originária da Atochemie, de reconhecida
qualidade na obtenção de resinas para filmes flexíveis industriais, para agricultura e
empacotamento automático. Por essa razão, a empresa direciona para esses setores seus
principais desenvolvimentos. Temos produtos que reúnem simultaneamente resistência
mecânica e brilho, características até há bem pouco tempo incompatíveis,
ressalta o gerente.
Força no sopro Acompanhando a tendência
mundial, o sopro lidera com 40% a demanda nacional de PEAD, de acordo com pesquisa da
Polialden apresentada no Workshop Moldagem por Sopro, realizado em agosto, em São Paulo.
Esses dados mostram a evolução nacional da resina, que há dez anos liderava com mais de
40% o processo de injeção. Somadas todas as áreas, o PEAD registrou crescimento médio
de 19% ao ano, entre 1993 e 1999, com estimativas de expansão da ordem de 8% ao ano, nos
próximos anos, apontam as estatísticas da Polialden.
Por
tal razão, a maior parte dos fabricantes investe em novas variedades. A Polialden
pretende explorar novo nicho de mercado, com o lançamento, em breve, de tipo específico
para sopro de tanques de combustível e outro para contâineres de mil litros (IBC). O
segundo enfoque será no setor de tubos para água e gás. Outro mercado bastante visado
pelo PEAD, o de dutos para fibras óticas, já é atendido pelo fabricante baiano há dois
anos, informa o coordenador de marketing e planejamento João Carlos Piazi.
Embora admita que o processo slurry limite a produção aos tipos de polietileno de alta
densidade, Piazi considera essa tecnologia mais versátil, pois possibilita a obtenção
de resinas de ótima relação de processabilidade e desempenho do produto acabado.
Também usuária da tecnologia bimodal (a resina é polimerizada em dois reatores), a
Polialden garante oferecer resinas de boas propriedades mecânicas para os mercados de
tubos e filmes.
A OPP também tem novidades em PEAD. São nove grades, a maioria desenvolvida nos últimos
seis meses na unidade baiana, com dedicação exclusiva à produção dessa resina,
fabricada com tecnologia Unipol. É uma das melhores do mundo para sopro,
defende Cassinelli. De todo modo, há tipos também para extrusão (tubos, ráfia etc.) e
injeção.
|
|
|