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RESINAS SURGEM NOVAS
APLICAÇÕES PARA GRADES ESPECIAIS DE PP E PE
Petroquímicas ampliam a capacidade produtiva, investem em resinas
de melhor desempenho e conquistam outros mercados, como o de tubos e dutos para
telecomunicações e gás natural
Marcelo Fairbanks

Reportagem: M a r i a A p a r
e c i d a d e S i n o R e t o
Fotos: C u c
a J o r g e (fora outras
referências) |
Redesenhado em função da globalização, o mercado
brasileiro de polietileno
e polipropileno ganhou novos contornos em volume e qualidade, municiando de maior oferta e
de grades de melhor desempenho e produtividade a indústria de transformação, ávida por
tecnologias sofisticadas, como extrusão e sopro de múltiplas camadas ou injeção de
ciclo rápido e paredes finas. Assim armados, os moldadores tanto defendem-se das
importações como ganham competitividade no mercado externo.
O aumento na oferta também tem por meta suprir novos e promissores segmentos de mercado,
como o de tubos e dutos para telecomunicações e gás natural, além de outros em franca
expansão, entre os quais filmes e embalagens. Todos os tipos encontram espaço para
crescer. O polietileno linear de baixa densidade (PELBD), imbatível na produção de
filmes esticáveis (stretch), ainda rouba espaços do polietileno de baixa densidade
convencional (PEBD). Consolidada como a melhor poliolefina para sopro, o polietileno de
alta densidade (PEAD) abre novos caminhos também na extrusão, de modo a atender aos
novos mercados de tubos e dutos. Já o polipropileno (PP) domina as inovações de
embalagens produzidas por injeção de ciclo rápido e parede fina.
Montell domina A oferta anual de polietileno pulou para mais de 2 milhões
de toneladas com as inaugurações em meados do ano passado, em Triunfo-RS, das novas
unidades swing para PEAD e PELBD da OPP, de 300 mil t, e da Ipiranga Petroquímica, de 150
mil t. Ambas recorreram à tecnologia Spherilene de fase gasosa da Montell, subsidiária
do grupo Shell, de reconhecida vanguarda tecnológica.
Também a Dow deve fortalecer a participação no mercado brasileiro a partir de novembro,
quando inaugura em Baía Blanca, Argentina, nova fábrica de polietilenos, inclusive os de
base metalocênica. Além disso, conclui o desengargalamento da unidade swing, de
tecnologia Unipol, elevando a capacidade nominal de 120 para 140 mil t. A essas
ampliações se somam a duplicação da linha slurry de PEAD, elevada para 120 mil t e
concluída em abril. A empresa não quis comentar os reflexos no mercado brasileiro da
fusão com a Union Carbide, tradicional fabricante de PEBD em São Paulo.
Os projetos de expansão chegam até 2003, quando a produtora baiana Polialden planeja
finalizar investimento da ordem de US$ 55 milhões em novo trem de 80 mil t/ano, elevando
de 160 mil para 240 mil t a capacidade nominal de sua fábrica de PEAD. A tecnologia
empregada é a de solução (slurry), da Mitsubishi.
Também o polipropileno recebeu investimentos pesados em novas unidades por parte da OPP e
da Ipiranga, carreando a capacidade nacional para a atual 1,1 milhão de t. A OPP saiu na
frente, com fábrica para 230 mil t, em operação desde o segundo semestre de 1998,
expandindo para 530 mil t a capacidade da empresa para essa resina. Em agosto do ano
passado foi a vez da Ipiranga entrar nos negócios de PP, com a inauguração de sua
unidade de 150 mil t/ano. Novamente a tecnologia aplicada por ambas provém da Montell
a mundialmente consagrada Spheripol.
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Produtora exclusiva de PP, a Polibrasil não ficou para trás. Já está
em andamento a construção da tão propalada nova planta de Mauá-SP, de 300 mil t
anuais, que substituirá a linha antiga (120 mil t) no início de 2002. A tecnologia:
Montell, é claro. O adiamento teve seu lado positivo pois a escala foi ampliada de
240 mil, do projeto original, para 300 mil t, sem afetar muito os investimentos, estimados
em 215 milhões de dólares, informa o diretor comercial José Ricardo Roriz Coelho.
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Coelho: planta para 300 mil t de PP fica pronta em 2002
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