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PERIFÉRICOS
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A Piovan
inaugurou em abril a nova fábrica, instalada em Osasco-SP. O ponta-pé inicial foi dado
com a produção das unidades de refrigeração. Embora a linha de chillers tenha
capacidade desde 5 mil até 600 mil kcal/hora, no Brasil, a produção começa com quatro
modelos da série CH (18 mil, 28 mil, 38 mil e 48 mil kcal/h). Trata-se de um
lançamento mundial que abrange a maioria das aplicações do mercado de plástico,
afirma o diretor Fernando Nicolosi. Entre os pontos fortes do equipamento, de
condensação a ar, Nicolosi destaca o porte compacto, peso reduzido, baixa emissão de
ruído, o uso de compressor scroll de alto desempenho e baixo custo, evaporadores de
placas em aço inox, bomba de alta capacidade, entre outros itens, possibilitando reduzir
o consumo de energia elétrica. |
divulgação |
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Piovan já produz quatro modelos de chillers
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Cuca Jorge |
Com 16 mil m² de terreno, 7 mil m² área construída e um investimento próximo dos 7
milhões de dólares, a nova fábrica surge para atender tanto o mercado interno quanto
às exportações. Os equipamentos fabricados no Brasil serão mundiais e
comercializados em toda a América Latina e outros mercados tão logo sejam vencidas as
limitações de custo, explica o que, segundo ele, não será tarefa fácil.
Os insumos no Brasil são caros e esse tem sido um dos maiores problemas enfrentados
no processo de nacionalização dos equipamentos. |
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Nicolosi: fábrica brasileira para produtos Mundiais
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Para resolver o impasse, a Piovan promove constantes negociações com os fornecedores. A
estratégia da empresa é transformar a fábrica brasileira numa unidade global
especializada em alguns equipamentos. A demanda nacional não justifica sozinha um
investimento desse porte, avalia. No entanto, a empresa preparou um cronograma no
qual estabelece prazos para o início de outras nacionalizações.
Alimentadores A partir de setembro, a Piovan vai começar a
fabricar no Brasil seis modelos de alimentadores trifásicos, de 250 a 2.500 kg/h de
transporte de material, da linha F. Em outubro, dá a partida na produção dos novos
controladores de temperatura, THN 6 ES, ambos expostos na Interplast2000, de 22 a 26
de agosto, em Joinville-SC (ver PM 310, edição de junho de 2000, pág. 56). Encarregados
de transportar a resina virgem ou reciclada de diferentes distâncias até a máquina de
transformação, os alimentadores tornaram-se itens indispensáveis em indústrias
competitivas.
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Cuca Jorge |
Uma das empresas tradicionais desse segmento, a Plast-Equip, suspendeu a fabricação em
1998 para operar apenas com equipamentos importados de diversas representadas
estrangeiras. Sendo assim, a Plast-Equip deixou de existir como empresa para tornar-se
apenas a marca dos produtos. A iniciativa exigiu, no entanto, a criação de duas novas
companhias: a Rax Service, encarregada da assistência técnica, manutenção e estoque de
peças, inclusive dos equipamentos marca Plast-Equip; e a Rax Representações
responsável pela área comercial. |
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Ebel retoma a produção de alimentadores Plast-Equip
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No início de 1999, a alta do dólar, no entanto, tornou a iniciativa pouco viável.
Meses depois, após a Brasilplast, retomamos a produção nacional e os
investimentos suspensos em decorrência da antiga estratégia de operação, conta o
diretor da Rax, Daniel Ebel.
Dentro desse contexto, recomeçou a fabricação dos alimentadores individuais ou
centrais, marca Plast-Equip, porém com novos recursos e design. Entre as novidades estão
os comandos (CLP), cuja tecnologia Raxnet foi desenvolvida pela empresa. Apenas um
cabo controla toda a instalação. Possuem ainda, entre outras funções, controle
de tempo de carga, alarme de falta de material e limpeza do filtro por pulso de ar
comprimido. O sistema de alimentação é aplicado com sucesso desde pequenos grupos
de máquinas até nas mais complexas instalações, incluindo silagem, distribuição,
dosagem de matérias-primas, composição e dosagem de aditivos e masters, entre outros
recursos.
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Na Brasilplast99, a Rax anunciou uma importante parceria com a Maguire, fabricante
de equipamentos auxiliares, entre eles os dosadores gravimétricos, com sede nos Estados
Unidos. Depois de um período com a representação, em maio deste ano assinou acordo de
distribuição. Com isso, o cliente compra o equipamento a partir de estoque
local, conta Ebel. A iniciativa, segundo ele, facilitou as negociações,
principalmente com as pequenas e médias empresas. O uso de dosadores gravimétricos
nessas empresas está em expansão, afirma. |
Cuca Jorge |
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Rax desenvolve novo CLP com tecnologia própria
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Secadores Na NPE, de 19 a 23 de junho, em Chicago, nos Estados
Unidos, a Maguire lançou o secador a vácuo, um novo conceito de secagem. Composto por
três câmaras, a primeira recebe e pré-aquece a resina durante 20 minutos; na segunda, a
umidade é retirada a vácuo em igual período; e na última o material está pronto para
o consumo. O tempo de secagem é de 40 minutos para qualquer resina, inclusive o
polietileno tereftalato (PET). Inicialmente, a Maguire lançou apenas um modelo com
capacidade para 45 kg/h. Outras unidades estão em desenvolvimento para atender à
secagem de até 450 kg/h. O novo secador custa 20 mil dólares.
Para a Brasilplast 2001, a Rax prepara o lançamento de um dosador volumétrico, ainda sem
nome definido, e do desumidificador RD75, com capacidade para 75 m³/h. Trata-se de
um equipamento de pequeno porte para atender às pequenas células de produção, tanto
injetoras quanto sopradoras. A empresa representa ainda a italiana Cofit, fabricante
de troca telas para extrusão; a linha de coextrusão da Brampton; e os moinhos da Rapid.
Em janeiro deste ano a Conair, um dos maiores fornecedores de equipamentos auxiliares para
moldagem de plástico dos Estados Unidos, comprou a fábrica da Rapid. A mudança, no
entanto, ainda não afetou a representação brasileira. Continuamos vendendo toda a
linha de moinhos, garante Ebel.
A Conair, por sua vez, também tem investido mais no mercado brasileiro. Desde 1997, atua
no País por meio de uma joint-venture com a Polimold, de São Bernardo do Campo-SP,
fabricante de porta-moldes e sistemas de câmara quente. Instalada na sede da Polimold, a
Conair possui estoque de reposição de peças e dois engenheiros responsáveis pela
manutenção e assistência técnica dos equipamentos. Os principais lançamentos da
empresa, disponíveis também para o mercado brasileiro, foram apresentados na NPE. Um dos
destaques foi o sistema de resfriamento que emprega nitrogênio gasoso a 185°C negativos
em vez de água. Garante de 35% a 45% de aumento na velocidade de saída da peça da
linha de produção, com enormes ganhos na produtividade, afirma o gerente de vendas
Luciano A. P. Giannasi.
Apresentou ainda nova linha de termocontroladores a água (121°C) e a óleo (260°C) e a
série XB de dosadores gravimétricos, capaz de regular a velocidade de extrusão de
acordo com o padrão do material processado. Possui leitor da linha de extrusão e
puxador de filme. Caso a espessura do material aumente, o equipamento altera a velocidade
da rosca, explica Giannasi. A Conair aproveitou a NPE para demonstrar duas linhas de
manipuladores, os tridimensionais da japonesa Fanuc e os convencionais (pneumáticos e
servo-assistidos) da Conair Sepro, fabricados na França, ambos comercializados pela
companhia.
Para demonstrar a precisão, facilidade de manuseio e velocidade dos robôs, a Conair
promoveu disputas de jogo da velha entre as máquinas, obviamente manipuladas por
operadores. A velocidade de deslocamento do modelo francês chega a 7 mil mm por
segundo. Outro lançamento, o Sistema de Desumidificação Central (CDS) atende a
dez máquinas simultaneamente com controle individual de temperatura. Cada funil
possui unidade geradora de calor. O ar seco chega aos funis com a mesma temperatura, em
geral baixa, e individualmente alcança a temperatura programada para a resina a ser
distribuída, resume o vendedor técnico Roberto Verrone Filho. O painel do CDS traz
ainda outras informações, como o ponto de umidade, vazão de fluxo ar, distribuição e
consumo das resinas por máquina.
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Gianasi fala das novidades apresentadas na NPE
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A Conair oferece também uma ferramenta para controlar todos os parâmetros da produção
em tempo real, o System One. Com ele, todas as informações referentes à produção,
desde o silo de armazenagem ao sistema de controle de temperatura, chegam a um computador
central, por intermédio de cabos de interface. Esses cabos interligam máquinas aos
periféricos e abastecem o computador com os dados da produção. O sistema mostra
tudo em tempo real e permite detectar e corrigir problemas rapidamente, além de fazer o
Controle Estatístico de Processo, o CEP, informa Verrone. |
Para o segmento de ferramentarias, a Conair mostrou o sistema Air Pak, uma unidade
amplificadora de pressão de ar para evitar as conhecidas áreas chupadas em
peças técnicas. Possibilita fazer a compensação nas regiões de castelo, onde
ocorre maior concentração de material, explica Verrone. Os castelos são
substituídos por pinos especiais que injetam ar e empurram a resina.
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