NPE 2000Polipropileno melhorado Commodity de maior crescimento anual da última década (cerca de 7,5% ao ano), o polipropileno não podia ficar de fora das novidades da NPE. O maior destaque foi o lançamento do primeiro grade de PP da família Inspire da Dow, o 112, para extrusão de filmes balão, incluindo co-extrudados e os de uma só camada, para substituir o PELBD, o PEBD e o PEAD em aplicações em embalagens e sacarias especiais. Uma grande vantagem do novo PP da Dow, fruto da tecnologia metalocênica Insite, é poder ser aplicado em extrusoras comuns, com apenas pequenos ajustes, proporcionando ciclos velozes e estabilidade operacional na formação da bolha. Fruto da chamada arquitetura molecular metalocênica, o Inspire, em breve disponível para injeção, sopro e filmes cast, tem alta dureza e resistência ao brilho e à temperatura, bem como claridade superior quando comparado ao policarbonato. A Dow acredita, porém, que o grande nicho do Inspire será mesmo na substituição do polietileno em sacos de embalagens, filmes para alimentos perecíveis, entre outras aplicações similares. Além do Inspire, a empresa lançou um PP para termoformagem, o Dow H110-02N, para embalagens rígidas. Aproveitando o crescimento médio anual de 10% ao ano dessa aplicação, a Dow, segundo seu gerente global de desenvolvimento de negócios, Bob May, melhorou a resistência mecânica, química e de barreira da resina e seu processamento, em comparação com o PP convencional, que gera ciclos mais velozes aos transformadores. Com custo inferior ao de outras resinas utilizadas nas mesmas aplicações de copos, galões e outras garrafas, o grade pode substituir o poliestireno, polietilenos e o PET.
Mas, de mais concreto, o executivo confirma a intenção da Dow Plastics em se concentrar
em plásticos com alto desempenho, com maior valor agregado, decisão evidente pelas
resinas expostas no estande. Mesmo quando commodities, como o PP e o PS, trata-se
sempre de resinas modificadas, com propriedades a mais, e cujos compradores estarão
sempre dispostos a pagar um pouco mais por elas, afirmou. Apenas cerca de 10 centavos (em reais) mais caro por quilo do que o PS convencional, o
1200 é fruto de três anos de pesquisa, envolvendo estudos de controle morfológico de
resinas e de modificação por impacto. Disponível primeiro na Europa, foi desenvolvido
para aplicações em embalagens de produtos lácteos e alimentos.
Ainda nos IRPS, o tipo 6079 volta-se para qualquer tamanho de peças de eletroeletrônicos. Segundo a Dow, a resina permite alta resistência mecânica a injetados grandes e boa fluidez para peças pequenas. Apropriado para extrusão ou injeção, com índice de plastificação de 9,3 g/10 min, possui características térmicas que previnem distorções ou ranhuras durante a moldagem e ciclos menores. São disponíveis previamente coloridos, em preto ou cinza.
Já o grade A-Tech 1120 possui média resistência ao impacto, alto brilho, boa fluidez para peças injetadas, e encontra aplicação como camada superficial em extrusão. Quanto ao Styron A-Tech 1115, disponível por enquanto só para a América do Norte, é similar ao 1110, mas tem propriedade de manter o brilho nas peças depois da termoformagem. Essas resinas possuem aprovação da agência americana de controle de drogas e alimentos FDA. Nanocompósitos Mercado cada vez mais atraente em razão de suas novas aplicações em garrafas de cerveja, o polietileno tereftalato (PET) também apresentou boas atrações. Mais especificamente, para garrafas multicamadas de PET, a Eastman divulgava na feira o início da produção comercial da linha Imperm, de resina baseada em nanocompósitos de náilon e com altas propriedades de barreira.
Além disso, de acordo com Katherine, o novo material, já pronto em escala piloto desde fevereiro, entrou em produção comercial agora em julho. Também permite melhor adesão às camadas e processamento, se comparado não só com as barreiras similares em poliamidas como as de EVOH (etileno vinil álcool). Fornecidos como pellets, outra vantagem dos nanocompósitos é não demandar modificações nas máquinas de transformação. O desenvolvimento, portanto, seguiu a tendência dos resineiros na feira: melhorar o desempenho do transformador sem encarecer em demasia seu custo final. |