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NPE 2000
Outra grande empresa com novidades em plásticos de engenharia foi a DuPont. Com a
intenção de suprir a crescente demanda por resinas antiestáticas e com alta
resistência elétrica, para serem aplicadas sobretudo em equipamentos industriais e
motores de carros, apresentou novos grades do acetal (POM) Delrin e de náilon (PA) Zytel,
com reforços especiais de condutividade e outras propriedades antiestáticas.
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De acordo com a especialista de marketing da DuPont Automotive, Carole
Davies, a
tendência da demanda por essas resinas é mais expressiva no caso das peças próximas ao
combustível de carros. Para reduzir o risco de corrosão de partes metálicas e
melhorar a segurança antifogo, eliminando cargas eletrostáticas nesses ambientes, as
montadoras aderem cada vez mais ao plástico de engenharia, afirmou
Carole. |

O novo Zytel PA com mais resistência mecânica
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O novo Zytel,
com a complicada sigla FE8209BK409, é base náilon 6.6 e, em razão de suas propriedades
de dureza, torna-se indicado para tampas de tanques de combustível, fechos especiais,
entre outras aplicações. A resistência ao impacto Izod (160 j/m) é no mínimo três
vezes maior em relação à do náilon 6.6 não-reforçado.
Para aplicações industriais ou elétricas, por ter resis-tividade baixa, inferior a
100,3 ohm.cm, dissipando rapidamente as cargas, o novo Zytel pode ser aplicado em
transformadores de distribuição de alta tensão. Em razão de sua condutividade, pode
substituir a custos bem menores muitos plásticos não-condutores que precisam utilizar
pinturas eletrostáticas. Segundo Carole Davies, outra vantagem dessa resina é sua
facilidade de moldagem, similar à de um náilon convencional.
Já o novo acetal Delrin 300AS foi desenvolvido para produzir partes freqüentemente
expostas aos combustíveis, ou mesmo neles submersas. Possui módulo flexural de 8700 Mpa
e resistividade de 100,3 ohm.cm. Há um outro grade Delrin, o 300AT, com resistência ao
impacto maior (7,7 kJ/m²), o dobro do acetal comum.
Ainda no
Zytel, um novo processo de produção da DuPont também ajudou a modificar as propriedades
do náilon 66, facilitando a vida dos transformadores. De acordo com um comunicado da
empresa, os novos grades reduzem tempo de ciclo de operação das máquinas de 5% a 25%,
melhoram a aparência do produto final, demandam menos força de fechamento e pressão de
injeção de 25% a 40% menor. Além disso, a temperatura requisitada para a fusão, em
comparação com outros náilons, foi diminuída em 11°C e em alguns casos em 22°C. São
disponíveis em dois tipos: um estabilizado a quente, o ST801AHS, e outro com propriedades
de resistência às intempéries, o ST801AW.
A divisão de plásticos de engenharia da Rhodia também exibiu uma nova família de
náilon, a TechnylStar. Segundo a empresa, as resinas possuem uma combinação
revolucionária de propriedades físicas e reológicas. Catalisadores especiais e uma
polimerização diferenciada, não revelados pela empresa, produzem um novo arranjo
macromolecular da cadeia da resina, criando uma estrutura semicristalina e não-linear.
Dispostos em vários grades reforçados com fibra de vidro e/ou minerais, produzem peças
de alta rigidez e estabilidade dimensional sob temperaturas elevadas.
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Outras resinas reforçadas foram destacadas pela DuPont no campo do polímero de cristal
líquido (LCP). Dois novos grades foram lançados: o 3226L e o 3224L. De marca comercial
Zenite, ambos prometem diminuir deformações nas peças fabricadas com LCP reforçado com
fibra de vidro, em comparação com as resinas convencionais. |

Conectores em LCP Zenite: sem deformações
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O primeiro tipo possui
reforço de 30% de minerais e 10% de fibra de vidro, enquanto o segundo, 20% de minerais e
10% de fibra de vidro. Por conseguir produzir peças sem ranhuras e outros defeitos,
encontram aplicação em eletroeletrônica, telecomunicações, peças automotivas e
outras industriais.
Commodities
No campo das commodities, as novidades começaram pelos polietilenos. A Equistar,
de Houston, Texas, joint venture entre Lyondell, Millenium Chemicals e Occidental
Petroleum, aproveitou a NPE para divulgar uma nova família de polietileno de alta
densidade e de alto peso molecular (HMW) para filmes. Trata-se da série Alathon,
produzida por um reator múltiplo, com tecnologia bimodal, na unidade de Matagorda, no
Texas.
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Filme de HMW da Equistar: resistência ao rasgo
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Uma das maiores produtoras de eteno (5 milhões de t anuais) e polietileno (3 milhões t)
na América do Norte, a Equistar de início produzirá o grade XL 3805, com densidade de
0,938 g/cm³ e índice de plastificação de 0,05 g/10 min. De acordo com a gerente de
marketing da Equistar, Kelly McCarthy, essa tecnologia melhorou o processamento, a
resistência ao rasgo, a aparência (mais clarificada) e o toque do filme, em comparação
com outros polietilenos HMW. Essa família também pode ser utilizada em blendas com o
PELBD (polietileno de baixa densidade linear) super-hexeno Petrothene GATR311 e 312. |
A empresa
também apresentou outra resina da família Alathon, o XL 5906, com a principal
característica de aliar dureza (similar à do papel) com a elevada resistência ao rasgo.
Obviamente, seu nicho de mercado se encontra em aplicações substitutas ao papel. Essa
propriedade decorre do módulo secante do filme, de 17.000 psi, 40% mais alto do que um
HMW convencional de mesma espessura. Seu baixo ponto de fusão, em combinação com a alta
densidade, melhora também suas propriedades mecânicas.
Da linha Petrothene, a Equistar lançou um grau específico (GA 605) de resina para
extrusão blow film, de alta resistência mecânica e dureza, com propriedades ópticas
aprimoradas. Segundo Kelly McCarthy, essa resina pode ser co-extrudada como camada
superficial para melhorar a aparência do PELBD convencional ou de filmes de HMW. Já o
Petrothene LP 5100 é um HMW para sopro de grandes partes e termoformagem. Possui alta
dureza e resistência ao estresse ambiental (ESCR).
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Sacola com camada de PELBD hexano
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A Eastman, de Kingsport, Tennesse, também mostrou um novo PEBD linear, produzido a partir
do processo de fase gasosa da British Petroleum e pelos catalisadores Energx, da própria
Eastman. É a linha Hyfor Xtreme, com propriedade de resistência ao impacto (dart)
aprimorada em relação ao PEBD linear convencional, mesmo quando o filme produzido com a
resina Hyfor é 25% menos espesso. Tem aplicação principal em embalagens de alimentos
especiais e industriais e filmes agrícolas. |
Ainda em PELBD, a Eastman forneceu explicações na feira sobre os grades Eastacoat
M30036-P e M30026-P, para revestimentos de filmes extrudados, também com melhores
propriedades de resistência à tração, ao rasgo e de ESCR. Em razão de suas boas
propriedades de selagem torna-se ideal para laminados de filme tipo balão. (Todas essas
resinas são produzidas em nova unidade de Longview, no Texas.)
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