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NPE 2000
NOVAS RESINAS FACILITAM
TRANSFORMAÇÃO
A NPE 2000, em junho nos EUA, além das máquinas relatadas na Parte I (PM-310) também foi palco
de novas resinas, tanto nas commodities como nos plásticos de engenharia
MARCELO FURTADO
PARTE II
Apesar do
predomínio das máquinas de transformação, a NPE 2000, de 19 a 23 de junho em Chicago,
também foi palco de muitas novidades em resinas. Cada vez mais importantes para ajudar o
transformador na busca por produtividade, desenvolvimentos em commodities e plásticos de
engenharia dos cerca de 200 expositores de resinas e aditivos atraíram da mesma forma a
curiosidade dos visitantes.
Em poliolefinas, os destaques foram novas famílias de polietileno linear de baixa
densidade (PELBD) e de polietileno de alta densidade (PEAD) baseados em processos
metalocênicos e outros catalisadores, e também o primeiro polipropileno metalocênico da
Dow. Ainda nas commodities, poliestirenos de alto impacto com propriedades aprimoradas de
dureza, brilho e processamento, além de novos materiais para garrafas e galões
multicamadas foram outras atrações.
| Em plástico de engenharia, porém, o destaque ficou por conta do anúncio
do novo polímero da GE Plastics: o W4 Polymer, o primeiro novo plástico do grupo
americano em um período de dez anos. Trata-se de um termoplástico amorfo, ainda em
desenvolvimento, que promete agregar alta resistência a intempéries com alto brilho, boa
resistência térmica (HDT de 57°C a 264 psi) e rigidez similar ao policarbonato. E isso
tudo sem a necessidade de aditivos e de pintura (os pigmentos estarão incorporados no
composto). Por abranger mais de dez patentes, a GE por enquanto não dá nenhuma pista de
sua estrutura química. |

Aplicação do W4: peças externas automotivas |
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Plástico de engenharia: ascensão para carros
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Indicado em pára-lamas e outros painéis automotivos externos (revestimentos de portas,
por exemplo), o polímero já passou por testes de eficiência em reter brilho por longo
tempo. Em um ensaio de intempérie acelerada provou suportar 25 mil horas, contra 15 mil
horas de plásticos normais com estabilizantes de UV. Outra vantagem que o torna uma
grande promessa para o mercado futuro, sobretudo de peças decorativas automotivas, é a
alta resistência ao rasgo e à gasolina. |
Por enquanto, a pesquisa da GE se concentra na procura de aplicações para o W4 em
extrusão. Mas, em seguida, ao se aperfeiçoar sua fluidez, a resina deverá ser indicada
para injeção de moldes grandes e também em termoformagem. Com custo previsto próximo
aos U$ 5 por kg, segundo comunicado da GE a estréia comercial do W4 será apenas em 2002.
PPO, PA, POM Mas o amplo estande da GE não se limitou às informações sobre o
seu mais recente desenvolvimento. Também mostrou peças de uma nova liga do Noryl GTX
(PA/PPO) para injeção, que promete ocupar mais espaço no mercado automotivo de
pára-lamas e outras peças enquanto o W4 não é comercializado.
Trata-se de uma nova blenda com alta condutividade voltada para peças injetadas a serem
pintadas eletrostaticamente. Com microfibras especiais de carbono na formulação, seu
ciclo de cura é de 195°C em 30 minutos. Sua condutividade permite eliminar primers
específicos na pintura das peças e melhorar a transferência da tinta, com a promessa de
eliminar substancialmente o custo de produção.
Em 1997, a GE
já havia lançado um grade de alta condutividade elétrica para uso em espelhos
retrovisores. De acordo com o gerente de desenvolvimento de mercado da área, David Dean,
essa nova versão de Noryl, com alta fluidez especial para paredes finas e peças grandes,
encontrará aplicação em pára-lamas e outras peças externas do carro. Pelo motivo
óbvio de os gastos com a pintura nesse mercado somarem até 50% do custo total de
produção.
Outro destaque da GE foi o primeiro PPO (polióxido de fenileno) transparente. Disposto
como o grade Noryl, reúne todas as propriedades dessa família em resistência química e
à temperatura, com a inédita transparência. Isso torna a resina ideal para aplicações
em eletroeletrônicos, telefonia, utilidades domésticas e embalagem. A empresa lançou
também um outro Noryl, o PN275, com alta resistência térmica (HDT 135°C), possível de
ser aplicado em vários processos, e com alta estabilidade hidrolítica. Também foram
destaques da GE suas resinas aditivadas com retardantes à chama isentos de halogênios e
metais pesados, das famílias Lexan (PC), Cycoloy (PC/ABS) e Noryl.
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