MOLDES

Mais lançamentos – A L.E. Tecnologia também preparou lançamentos para a Interplast. Distribuidora da Athena, fabricante de controladores de temperatura, dos Estados Unidos, desde o ano passado quando iniciou as atividades, vai apresentar os sistemas de controle de câmara quente série HRC-X e HRC-E. O primeiro controla doze zonas, tem capacidade para dez memórias de moldes e foi lançado na NPE. “Trata-se de um modelo compacto que permite ainda reduzir o custo por zona de controle”, afirma Edward De Leonardis, do departamento comercial da L.E.

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Edward: controlador tem preço acessível

Já a série HRC-E controla 20 zonas e possui mais de 100 memórias de moldes. De acordo com Leonardis, a parceria com a Athena vai garantir a assistência técnica total dos equipamentos, todos importados. “Além disso, os controladores chegam ao Brasil por um preço bastante acessível”, afirma. A L.E. opera exclusivamente com sistemas de câmara quente e possui linha própria de buchas quentes com resistência fundida em capa refletiva e termopar e pontas intercambiáveis, entre outros detalhes.

Fabrica também manifolds, padronizados para a injeção de peças de até 30 g em moldes de 4 a 96 cavidades, e porta-manifolds (Hot Half Manifolds) que permitem assentamento das buchas sem anel de vedação. “Entre as vantagens estão a intercambialidade e facilidade de manutenção do molde sem necessidade de mexer no sistema de câmara quente.” A L.E. possui ainda parceria com a MDI, dos Estados Unidos, para a comercialização das buchas quentes blindadas com resistência montada a vácuo dentro do corpo e micro-buchas valvuladas para ciclos ultra-rápidos. “A MDI pretende, num prazo de três anos, iniciar a produção local para atender ao mercado nacional e americano”, explica Leonardis.

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Fix investe mais para atender exportações

Exportação – A joint-venture com a americana DME tem rendido bons frutos para a Polimold, de São Bernardo do Campo-SP, principalmente na exportação de porta-moldes padronizados (Mold Basics) e manifolds. “Só este ano os pedidos para os Estados Unidos já somam 2.000 porta-moldes ”, afirma o diretor Alexandre Fix. Para atender a esse aumento da demanda, a empresa ampliou as instalações agregando uma área de 13.500 m², além de comprar novas fresadoras CNC e um centro de usinagem com carrossel para até 120 ferramentas, entre outras máquinas. “Investimos 7 milhões de dólares”, afirma Fix.
Até 1995, a Polimold fabricava apenas porta-moldes. Depois da associação com a DME, em 1996, passou a atuar no mercado de câmara quente com várias tecnologias de buchas, inclusive os sistemas valvulados. “Temos uma linha específica para injeção de ciclo rápido e peças de paredes finas, desenvolvidas para atender principalmente o segmento de tampas.” De acordo com o coordenador técnico da divisão de câmara quente, Agenor Gualberto, as buchas para ciclo rápido possuem ponteiras intercambiáveis com liga de alta condução térmica e dimensões reduzidas para atender aos parâmetros das ferramentas com múltiplas cavidades. “Permitem alta produção, facilidade de manutenção e troca de molde.”

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Gualberto, da câmara quente na Polimold

Fabricadas no Brasil, as buchas vão suprir o mercado local e também as exportações, inicialmente para o México e Austrália. Todos esses produtos, inclusive os porta-moldes padronizados, foram divulgados na feira NPE, de Chicago. Além desses, a Polimold fabrica bases de estampo e acessórios para estamparia e serviços de assistência técnica e assessoria a projetos especiais. Representa no Brasil a Cumsa, fabricante espanhol de acessórios para ferramentarias (ver PM, edição nº 309, maio de 2000, pág.42).

Outra tendência apontada no mercado de câmara quente refere-se à crescente padronização dos componentes. Especialistas do setor afirmam que muitos itens, como as buchas quentes, tendem a se tornar commodities. Dentro desse contexto, a Dynisco, dos Estados Unidos, lançou em abril uma linha de sistemas padronizados de câmara quente para a injeção de termoplásticos, comercializados no Brasil por intermédio da filial, instalada em São Paulo há um ano e meio.

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Sistemas padronizados de câmara quente são novidades da Dynisco

Segundo o gerente geral da empresa, Angelo Bortoloto, a linha inclui três tamanhos de buchas quentes e cinco formatos de manifolds (linha VC). “O cliente define as distâncias entre centros, adequando o produto a uma variada gama de aplicações”, afirma. A linha padronizada atende à injeção de peças de 0,1 grama até 1.500 g, dependendo da matéria-prima empregada. “São fornecidos prontos para a montagem, com todos os acessórios mecânicos e elétricos.” Fundada em 1953, a Dynisco fabrica também buchas-quentes, bicos de máquinas e controladores de temperatura.

KRÜTH ENTRA NOS AÇOS ESPECIAIS

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Dias: sem barreira de ar nos moldes
Especializada em texturização, polimento e acabamento de moldes, a Krüth do Brasil, com sede em Diadema-SP, diversificou suas atividades. Há três meses representa com exclusividade no País a International Mold Steel, dos Estados Unidos, fornecedora de aços especiais e outros materiais para ferramentarias. O acordo comercial, firmado entre a matriz da Krüth, na Alemanha, e a empresa americana, inclui a comercialização de diversos itens. No Brasil, no entanto, as vendas começaram com o aço Porcerax II. “Trata-se de um material poroso usado em pequenas regiões das cavidades para eliminar a barreira de ar entre a resina e o molde”, explica o gerente industrial Marcelo Dias.

Ao eliminar os gases retidos nas cavidades, o Porcerax II promete evitar a combustão, o aparecimento de linhas de soldas, rebarbas e demais falhas de moldagem relacionadas ao acúmulo de gás, além de facilitar o fluxo de material. “Reduz as pressões de injeção e recalque porque evita a contrapressão do gás antes acumulado, permitindo o uso de injetora com menor força de fechamento e ciclos mais curtos.” De acordo com Dias, o aço é aplicado em forma de pequenos postiços, tanto em moldes novos quanto em ferramentas antigas. “Com poros de 3 a 7 microns, elimina quase todos os defeitos ocasionados pelo acúmulo de gás na cavidade e melhora o acabamento superficial, reduzindo substancialmente a diferença de brilho e evitando operações secundárias, como a pintura das peças.”

No mercado americano desde 1994, o Porcerax II é usado principalmente pelas indústrias eletroeletrônica e automotiva. “Facilita a fabricação de peças com geometria complexa e com grelhas, como os alto-falantes.” Aplica-se à moldagem de ABS, PP, PVC, náilon, Noryl, PS, PU, PE e resinas acrílicas, e pode ser texturizado ou polido, apresentando as mesmas características do aço P20. De acordo com Dias, apenas a Krüth detém a tecnologia para efetuar acabamento do material.

No Brasil, o Porcerax II já está sendo testado por empresas de autopeças, eletroeletrônica e de móveis. O quilo do aço custa entre 320 e 350 dólares. No próximo ano, a Krüth do Brasil pretende apresentar ao mercado nacional outros aços especiais que compõem a linha da International Mold Steel.