MOLDES SISTEMA DE CÂMARA QUENTE
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Cuca Jorge |
Dos 20 mil moldes para injeção de termoplásticos comercializados no Brasil em 1997 apenas 2% possuíam câmara quente. Em 2000, a demanda deve chegar a 25 mil unidades, das quais pelo menos 10% vão adotar a tecnologia. Os números, resultado de uma pesquisa realizada pelo consultor da L.E. Tecnologia, de São Paulo, Edgard A. Leonardis, mostram o avanço dos sistemas de injeção sem canais e também a grande diferença entre os mercados nacional e estrangeiro. Nos Estados Unidos, 40% dos moldes de injeção têm câmara quente, enquanto na Europa esse índice chega a 30%, avalia. Porém, Leonardis acredita numa evolução ainda mais acentuada. Até 2005 a produção deve alcançar 40 mil ferramentas/ano, das quais 20% sem canais de injeção. O índice americano será conquistado num prazo de pelo menos dez anos. |
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O grande potencial de crescimento do setor, no entanto, mobiliza uma série de investimentos que incluem a produção local de alguns componentes, antes disponíveis apenas via importação, e a instalação de novas fábricas para atender ao mercado nacional e também às exportações. A evolução começou a se acentuar principalmente nos três últimos anos. Na Brasilplast97, empresas do setor já demonstravam euforia e anunciavam os investimentos e as perspectivas de crescimento para o mercado nacional. Fato noticiado em Plástico Moderno, edição nº 275, de abril de 1997, págs. 34 a 40.
| Numa seqüência lógica, o aumento da demanda empurra a produção para cima e os preços para baixo. Os componentes tendem a ficar cada vez mais acessíveis, afirma Leonardi. A tecnologia, capaz de eliminar os canais de distribuição dos moldes (galhos), oferece inúmeras vantagens, como maior velocidade de ciclo e economia de resina, além de melhorar a qualidade do produto final, entre outros fatores. Mas, ainda é cara. O custo é a única desvantagem, lamenta o diretor industrial da Formold, ferramentaria com sede em São Paulo, Idevalte G. Nascimento. |
Cuca Jorge |
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Situação que
na opinião do empresário também já começou a mudar. No início, os preços dos
componentes eram excessivamente elevados devido à falta de concorrência, avalia.
Agora, o Brasil começa a fazer o caminho inverso. Com a chegada de novas fábricas,
ampliação da produção nacional e a desvalorização cambial o produto nacional
tornou-se competitivo no mercado externo, um incentivo às exportações. Muitas
ferramentarias também desenvolvem soluções próprias e começam aos poucos a dominar a
tecnologia. Novos desenvolvimentos surgem ainda para atender ao exigente mercado de
injeção de ciclo rápido, cuja maior parte dos moldes em uso no País ainda é
importada.
Fim da
parceria A Incoe International, dos Estados Unidos, está entre os
fabricantes de sistemas para injeção de plástico que ampliaram os investimentos no
País. Em junho de 1997, inaugurou a filial brasileira com sede em Itatiba-SP. A decisão,
no entanto, resultou no cancelamento do contrato de representação com a Politek, depois
de anos de parceria, e numa disputa judicial entre as duas companhias, ainda em andamento.
Contendas à parte, a iniciativa da Incoe reforça o interesse de grandes empresas
multinacionais no mercado brasileiro de moldes. De acordo com o responsável pelo
departamento de vendas e assistência técnica Valdinei S. Cavini, a nacionalização dos
sistemas de câmara quente fabricados pela Incoe começou com os blocos distribuidores
(manifolds) há um ano e meio.
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A produção, no entanto, é realizada por parceiros. Terceirizamos esse serviço. O próximo passo serão os corpos de buchas. Com isso, o grau de nacionalização dos sistemas de câmara quente da Incoe deve chegar a 70% até o final do ano. Os demais componentes usinados, como bloco hidráulico e pontas de buchas, entre outros itens, aguardam aval da matriz para serem fabricados no País. O cronograma da fábrica será definido a partir de agosto, assim como possíveis novos investimentos. |
Desde 1997, a companhia já aplicou 400 mil dólares no País. Mais 200 mil dólares devem ser investidos até o final do ano, afirma a diretora de controladoria, Silvia Regina A. S. Portugal Gouvêa. Além de atender o mercado interno, a Incoe prepara a produção local para suprir as exportações para a Ásia, Estados Unidos e Mercosul pelo sistema. Estamos nos capacitando para produzir 600 corpos de bucha/mês nos próximos seis meses, explica. Para tanto, buscam novas parcerias com empresas locais. Outros investimentos dependem ainda da resposta do mercado. A filial alemã começou da mesma forma há 12 anos, e hoje tem fábrica independente inclusive com área de desenvolvimento de novos produtos, anima-se Silvia.
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Divulgação |
Na Interplast vai lançar a nova série de buchas KX. A principal característica refere-se à resistência empregada, tipo espiral. Trata-se de um produto desenvolvido para o mercado de ciclo rápido, informa Cavini. A troca térmica, inferior quando comparada às resistências de corpo fundido, ocorre apenas nos pontos em que a espiral entra em contato com o corpo da bucha, atendendo aos parâmetros de processamento de resinas com baixa viscosidade e alta fluidez, já que o tempo de resfriamento do material na cavidade tem grande influência no ciclo final do produto. |
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Embora o mercado já conheça e empregue esse tipo de aquecimento, a Incoe afirma ter
conseguido melhorar a transferência de calor e, principalmente, reduzir o preço.
Vai custar entre 25% e 30% menos que os produtos da concorrência. Possui
ainda componentes intercambiáveis, sendo confeccionado com aço de baixa abrasão e
corrosão. Na feira, a Incoe divulga ainda outros produtos da sua linha, como as séries
XRC (resistência fundida) e DF (resistência fundida com termopar externo), além dos
sistemas valvulados (permite escolher o tempo de entrada e recalque do material na
cavidade) com acionamento hidráulico ou pneumático. Os bicos valvulados permitem o
maior fluxo do material na cavidade com menor vestígio no produto.