EMBALAGEM - EXTRUSÃO

AVANÇO TECNOLÓGICO
ALAVANCA MULTICAMADAS

M A R I A   A P A R E C I D A    D E   S I N O

Preocupada em atender à crescente exigência do consumidor brasileiro por produtos semi-prontos e de maior praticidade, que requerem embalagens mais sofisticadas, a indústria alimentícia estimulou o aperfeiçoamento tecnológico do parque transformador e alavancou nos últimos anos a produção de filmes de múltiplas camadas e propriedades de barreira, e as embalagens coextrudadas ou laminadas do tipo stand up pouch.  

Cuca Jorge
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Stand up pouch tende a explodir no mercado brasileiro

O pacote de aprimoramento tecnológico adquirido pelo transformador hoje ainda inclui o grande desafio de desenvolver filmes cada vez mais finos, porém com elevadas propriedades mecânicas e de barreira e melhor desempenho nas máquinas.

É senso comum entre fabricantes de extrusoras e respectivos usuários que a coextrusão apresentou o melhor desempenho na área de embalagens flexíveis no ano passado, seguida da laminação. No campo das monocamadas, deslancham os filmes do tipo stretch, com grande potencial na paletização.

Cuca Jorge

Sverner: modernização absorveu R$150 milhões

“O crescimento das coextrudadas é da ordem de 20% ao ano”, estima o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Flexíveis (Abief) Israel Sverner, o dobro da expansão esperada neste ano no consumo total de embalagens flexíveis. Em sua opinião, os filmes coextrudados têm maior possibilidade de oferecer solução técnica aliada à econômica. No caso do stretch, Sverner estima o crescimento em torno de 30% ao ano. “Também o segmento de laminados expandiu muito e ganhou competitividade”, afirma.

O presidente da Abief dirige a Electro Plastic, de São Paulo, tradicional fabricante de filmes monocamadas de diversas aplicações. As embalagens respondem por 60% da produção atual, da ordem de 21 mil t, complementada pelas linhas doméstica, industrial (inclusive stretch) e agroindustrial (plasticultura). A empresa conta com cerca de 35 extrusoras, mais impressoras e máquinas de corte e solda, que a capacitam a processar até 30 mil t/ano.

A empresa se insere no universo aproximado de 900 indústrias de embalagens flexíveis espalhadas no País, cuja produção atingiu cerca de 1,2 milhão de toneladas (a capacidade nominal é estimada em 1,5 milhão de t) no ano passado, com faturamento da ordem de 4,85 bilhões de reais.

Nos cálculos de Sverner, esse montante deve subir 10% em 2000, favorecido em parte pela retomada da produção local em substituição aos importados. Ele estima em cerca de R$150 milhões os recursos revertidos em modernização do parque industrial no ano passado, que ele considera tecnologicamente equiparado ao do mercado externo. “A demanda mundial globalizada exige os mesmos níveis de qualidade”, justifica.

Cuca Jorge
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Embalagens representam cerca de 60% da produção da Eletro Plastic

Em pesquisa elaborada no ano passado com a Dixie/Itap, Viskase, Alcan e Unipac, a Arthur Andersen identificou investimento potencial da ordem de 32 milhões de reais, entre 1998 e 2005, em aumento de capacidade no mercado de embalagens flexíveis (modernização e novas tecnologias), impulsionado pelo uso de material de alto desempenho na indústria alimentícia. De acordo com a consultora, até agora foram investidos 30% do montante. Para este ano não estão previstos novos investimentos: as indústrias pretendem aumentar a capacidade via maior produtividade.

 

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