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PLÁSTICO REFORÇADO
Em outra iniciativa inédita entre os transformadores
brasileiros de PRFV, a G-Tec pretende reciclar 100% dos seus rejeitos industriais. Numa
usina especialmente construída para esse fim, as aparas de tubos são processadas e
incorporadas numa argamassa de concreto, que é transformada em blocos para uso na
construção civil. Nossa proposta é destinar esse material para a construção de
moradias populares, informou o diretor administrativo Rodrigo Scoda.
As peças, denominadas Resiblock, possuem um sistema de encaixe que dispensa o uso de
argamassa de assentamento, tornando o processo de construção mais rápido, simples e
eficiente. As tubulações hidráulicas e a fiação elétrica passam através dos furos
próprios do bloco, dispensando recortes nas paredes para embutir conduítes.
Outras inovações Pertencente ao grupo Marcopolo, a MVC
Componentes Plásticos, de São José dos Pinhais-PR, iniciou as atividades em 1985 com o
propósito de atender a Marcopolo, conhecido fabricante de carroçarias para veículos. No
entanto, a partir de 1996, a empresa começou a diversificar sua linha de produção e
hoje, além da indústria de transportes (peças para ônibus, caminhões, trator e trem),
atende também aos segmentos de telefonia, comunicação visual e mobiliário.
Segundo o gerente geral Gilmar Lima, os termofixos representam em torno de 40% da
produção da empresa, complementada pelos termoplásticos. A MVC é pioneira e
líder de mercado no processo RTM baixa pressão, além de segunda maior na produção por
RTM convencional para o segmento de transporte, e líder de mercado no processamento de
termoplásticos por vacuum forming, informa.
| Lima esclarece também que o RTM (resin transfer
molding) tradicional requer moldes reforçados (de PRFV ou de metal) em condições de
resistir à alta pressão interna. Na primeira etapa de moldagem, o transformador aplica
apenas fibra (roving ou manta) no molde, fechando-o em seguida com grampos ou parafusos, e
só injeta a resina depois de fechado o molde, mantendo o ar lá dentro. De acordo com o
gerente geral, esse processo é indicado principalmente no caso de peças com tolerâncias
muito justas, que requerem alta precisão nas espessuras de parede. |
Cuca Jorge
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Apara de PRFV vira bloco que dispensa argamassa |
Já o sistema light, por operar com baixa pressão, dispensa
a necessidade de reforço na parte superior do ferramental, reduzindo, portanto, seu
custo. Nesse caso também se aplica primeiro a fibra, mas o molde se fecha às custas de
pressão negativa (retirada do ar de dentro dele), por meio de bomba de vácuo. Em seguida
a resina é injetada. Depois, ao permitir o retorno do ar para dentro do molde, desaparece
o vácuo e a peça é liberada.
Para Lima, a indústria brasileira acelerou a corrida em direção à modernização nos
últimos dois anos, mas avançou parcialmente em termos tecnológicos. A tendência
é de haver uma forte demanda nos próximos anos em vários segmentos, sobretudo nos de
transporte, comunicação visual e telefonia, informa.
Em função desse crescimento, ele acredita que haverá deficiência de fornecedores
qualificados com alta escala de produção. Existe uma necessidade imediata de
nacionalização e, muito embora a maioria das empresas brasileiras esteja
descapitalizada, em função das dificuldades econômicas dos últimos anos, há grande
potencial de crescimento, até mesmo para exportação, diz Lima. Para ele, ainda
haverá muitas associações em busca de fortalecimento financeiro e tecnológico.
No ano passado, a empresa investiu 1,4 milhão de reais em pesquisa de desenvolvimento de
processos, informática e extrusão de termofixo. Nossa meta é crescer 46% neste
ano e mais 20% ao ano nos próximos 4 anos, revela o gerente. Para isso ele pretende
desenvolver novos produtos e aplicações, empregando processos alternativos que
proporcionem maior qualidade e redução de custos.
Como exemplo cita o desenvolvimento completo (design, especificação de processo e
materiais, pesquisa junto ao usuário) do novo orelhão da Brasil-Telecom,
produzido pelo processo RTM baixa pressão. De acordo com o gerente da MVC, a empresa usou
o conhecimento aplicado na indústria automobilística para desenvolver o novo produto em
processo industrial e de alta repetibilidade.
| Estamos prevendo a criação de 20 novos
produtos no segundo semestre pelos processos de RTM baixa pressão, extrusão de fibra de
vidro e também termoformagem, gerando faturamento da ordem de 6 milhões de reais,
conclui Lima. |
Divulgação
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Lima: meta é crescer 46% só neste ano |
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