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PLÁSTICO
REFORÇADO
Forçados pela globalização e motivados pelo
alto potencial de mercado, moldadores investem em novos processos e reduzem a defasagem
tecnológica do setor
Maria Aparecida de Sino Reto
A indústria brasileira de fiberglass
(PRFV) promete ganhar novo impulso e crescer pelo
menos 10% nos próximos 3 anos, de acordo com pesquisa recente elaborada pela Associação
de Materiais Plásticos Compostos (Asplar). A demanda de resinas termofixas, em especial o
poliéster insaturado e as estér-vínilicas, estimada em 74 mil toneladas no ano passado,
dá sinais de revitalização em 2000, com projeções de recuperação do volume
alcançado em 1998, da ordem de 80 mil toneladas, com o reaquecimento detectado na
construção civil, pelo incremento das telhas de PRFV e mármores sintéticos, assim como
nos transportes, pelas autopeças de ônibus e caminhões, e pela maior aplicação de
tubos plásticos na área de saneamento. Ainda assim, a demanda brasileira desses
termofixos é muito pequena em relação aos americanos e europeus, tornando atraente a
vinda para cá de novos competidores globais para suprir as necessidades tecnológicas do
setor.
Foi justamente esse mercado potencial o responsável pela entrada das americanas
Ashland,
no rol dos fabricantes nacionais de resinas, e os importadores de máquinas Glas-Craft e
Venus. Na área de transformação, a principal novidade foi a inauguração no final de
abril da G-Tec, em Ipeúna-SP, para a produção de tubos de PRFV pelo processo de
centrifugação (C-PRFV), inédito na América do Sul.
A fábrica da G-Tec ocupa 5 mil m², construída em área com mais de 50 mil m², e
absorveu nessa primeira fase investimentos da ordem de US$ 10 milhões, capital
integralizado com recursos dos acionistas. Trata-se de uma empresa nacional de capital
suíço. Seu presidente André de Reynier, natural da Suíça, explica que o projeto foi
idealizado há cerca de 3 anos como fruto de sua experiência com a Edra do Brasil, atual
líder no segmento de tubos de PRFV pelo processo filament winding, da qual é fundador e
sócio majoritário.
Percebemos a existência de grandes nichos de mercado atendidos apenas por tubos de
outros materiais, tais como o ferro e o aço, afirmou Reynier. Esses nichos, segundo
ele, são os das tubulações de grandes diâmetros, destinadas ao saneamento básico, à
irrigação e à energia, não atendidos pela Edra, de produção mais direcionada para os
tubos de PVC revestidos de fiberglass e diâmetro máximo de 700 mm.
Ao idealizar a nova empresa Reynier pensou grande e foi buscar a tecnologia da sueca
Swedepipe, classificada entre as mais modernas do mundo e das mais bem aceitas na Europa e
Estados Unidos. A partir dela, a G-Tec poderá obter tubos de médios e grandes diâmetros
com pouco consumo de material estrutural.
Grandes diâmetros Em seu primeiro ano de atuação, a G-Tec
estima produzir cerca de 250 mil metros de tubulações, correspondentes a um consumo
mensal de 100 t de resina e outras 100 t de fibra de vidro. O início das atividades
contemplou uma linha de tubulações padronizadas, destinadas principalmente às redes de
esgoto, distribuição e tratamento de água. Caso seja necessário, a empresa se dispõe
a atender projetos especiais para diferentes necessidades de pressão, temperatura,
resistência química e tipos de instalação.
PERFIL DO SETOR |
EMPRESAS |
N° |
Fabricantes
de matérias-primas, produtos auxiliares e equipamentos |
130 |
Distribuidores
de matérias-primas |
90 |
Moldadores |
1.870 |
Prestadores
de serviço |
255 |
TOTAL |
2.345 |
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PROCESSOS MANUAIS
PREDOMINAM NO PRFV |
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DEMANDA POR SEGMENTO |
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Cuca Jorge
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Embora a tecnologia permita moldar tubos de até
3.000 mm, a G-Tec pretende, nessa primeira etapa das atividades, oferecer peças com
diâmetros entre 400 e 1.400 mm. Numa segunda fase, e em função da demanda, deverá
acrescer tubulações de 1.600 a 2.400 mm. Só a partir daí, e de acordo com as
necessidades do mercado, pretende introduzir diâmetros ainda maiores. |
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Reynier prioriza tubulação de grande diâmetro
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Nosso principal foco são os diâmetros acima de 700
mm, informa Reynier.
A G-Tec também entrará no mercado dos tubos batizados no País de
não-pressão, para aplicações de escoamento livre sem bombeamento, em
locais onde a altura manométrica total não exceda à normal, de 1,0 atm (1kgf/cm²). A
linha inclui tubos para pressões de 6, 10, 16, 25, 32 e 40 kgf/cm² e também para
pressões negativas de até 1,0 kgf/cm².
Essa linha de produtos tem classes distintas de rigidez para atender a qualquer tipo e
requisito de instalação, de 2.500, 5.000 e 10.000 N/m². Os tubos são fabricados em
barras de 6 metros, acopladas com uma luva independente, do tipo junta elástica.
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