INJETORAS

RECUPERAÇÃO É LENTA MAS ANIMA FABRICANTES

Setor espera crescer pelo menos 20% ainda este ano, depois de registrar pequeno aquecimento nas vendas, impulsionado principalmente pela redução dos juros.

Simone Ferro

Com demanda estimada em aproximadamente 900 máquinas, os fabricantes de injetoras encerraram 1999 registrando um pequeno aquecimento nas vendas. As importações, prejudicadas pela alta do dólar, também começaram a reagir quando a moeda estrangeira apresentou sinais de estabilização a partir do segundo semestre. Mas, o verdadeiro empurrão, na opinião do setor, veio da redução dos juros, capaz de garantir maior poder de compra principalmente ao pequeno e médio transformador. Animados com a resposta do mercado, os fabricantes estimam uma evolução de pelo menos 20%, o que aproximaria o consumo das 1.100 unidades a partir de 2000.

Com base nessas projeções e para aproveitar a extensa programação de feiras e exposições do ano, incluindo a NPE, Mecânica, Brasilpack, Plast 200 e Argenplás, entre outras, os fabricantes nacionais apostaram alto na modernização de suas máquinas e no lançamento de modelos atualizados. Boa parte da novidades foi exposta na Feira da Mecânica, de 8 a 13 de maio, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Entre elas a tão prometida e anunciada série Velox, da Romi, de Santa Bárbara d’Oeste-SP.

Há pelo menos dois anos, a Romi opera no desenvolvimento da sua linha de ciclo rápido, mas só agora colocou à disposição do mercado transformador.

Cuca Jorge Composta por modelos de 150, 220, 300, 450 e 600 toneladas de força de fechamento, a série Velox incorpora, entre outras tecnologias, unidade de injeção comandada por servo-válvula, acumulador de pressão (alta pressão de injeção, acima de 2.200 bar), rosca de plastificação (L/D 23 a 25:1) com perfil geométrico especial, bomba de vazão variável e deslocamento da placa móvel por meio de sistema regenerativo, ou seja, o óleo retorna para o avanço e não para o tanque como ocorre nos processos convencionais, de acordo com informações fornecidas pelo diretor da empresa, Giordano Romi.

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Romi entra no mercado de ciclo rápido com a prometida série Velox

Na Mecânica, a Romi optou por demonstrar a Velox 300. A máquina injetou um cesto com capacidade para 6 litros, em polipropileno (PP). A peça com 150 gramas, confeccionada em molde de uma cavidade, foi produzida em ciclos de 6.5 segundos.

Fabricação local – Nos últimos anos, no entanto, o mercado de injetoras de pequeno e médio portes tornaram-se os mais disputados, atraindo inclusive a atenção dos grandes fabricantes mundiais. Hoje o mercado brasileiro conta com pelo menos cinco fabricantes nacionais: a Himaco e a Jasot, de Novo Hamburgo-RS; a Oriente, de São Paulo; a Sandretto, de Arujá-SP; e a Romi, que concorrem com representações de diversos países. Na disputa pela liderança nacional de máquinas de pequeno porte, a Himaco produz três linhas de injetoras – LHS (Linha Himaco Standart); LH (Linha Himaco); e HNG (Himaco Nova Geração), totalizando 15 modelos, com forças de fechamento entre 80 t e 450 t.

Na feira da Mecânica, a empresa expôs dois modelos, a Rapid 1500-810 HNG, com 150 t de força de fechamento e 810 cm3 de volume de injeção; e a LHS 500-120. Na primeira, confeccionou um pote em PP, obtendo ciclos de 14 segundos, e na outra, a tampa para o recipiente, com o mesmo material, em 7 segundos. Os dois modelos, no entanto, foram apresentados com atualizações tecnológicas, de acordo com o responsável pela área de vendas Cristian Heinen.

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Nova Rapid 1500-810, da Himaco, opera com 40 memórias de molde

A Rapid 1500-810 possui 40 memórias de molde, 6 estágios de fechamento, 3 estágios de abertura, 7 velocidades de injeção e comando Atos CLP 4.004, além de controle de temperatura do óleo, controle estatístico do processo e interface paralela. A inserção da bomba hidráulica no tanque de óleo reduziu o nível de ruído, tornando o modelo mais silencioso.

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Já a injetora horizontal LHS 500-120 passa a contar com 3 velocidades de injeção, 29 memórias de arquivo de moldes, tempos de supervisão, 4 estágios de fechamento e 2 estágios de abertura. “A Himaco conseguiu agregar ao seu produto mais simples, alto grau de sofisticação”, avalia Heinen. As mudanças, segundo ele, tornaram a máquina mais versátil, inclusive para automação das linhas de produção. “Permitiram ainda ampliar a participação da empresa no segmento de peças técnicas”, estima.

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Heinen quer vender 400 máquinas

Em 1999, a Himaco vendeu 297 injetoras, contra 222 unidades comercializadas no ano anterior. “A meta para 2000 prevê um crescimento de pelo menos 30%, elevando o volume de vendas para aproximadamente 400 máquinas”, afirma Heinen. Na Mecânica, foram vendidas 31 injetoras. “A parceria firmada com a Boncred Leasing garantiu aos clientes da Himaco financiamento com juros de 0,99% ao mês.” O incremento das exportações faz parte dos projetos da empresa, que já vende para o México, Bolívia, Venezuela, Uruguai e Argentina, e vai expor na próxima NPE, em Chicago, EUA, em junho, e também na K’2001, em Düsseldorf, Alemanha. Atualmente 75% da produção da empresa segue para o Estado de São Paulo.

Borracha – A Jasot também reservou novidades para a feira. Expôs a nova IJ 450-160, com 160 t de força de fechamento e 450 g de volume de injeção, e divulgou o lançamento da injetora de borracha, série IJE. A unidade de 160 t chega como uma opção intermediária entre os modelos de 120 e 300 t. “O principal destaque refere-se ao espaço entre colunas, 413 x 413 mm e curso de abertura de 375 mm”, explica o gerente de vendas da filial paulista, Cleber Scherer. Na feira, a máquina produziu, em molde de uma cavidade, fruteira de poliestireno cristal, obtendo ciclos de 15 segundos. “Em condições normais de produção, o ciclo pode ser bastante reduzido.”

Cuca Jorge

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Jasot lança modelo intermediário, com 160t de força de fechamento

 

Cuca Jorge Na linha para borracha, lançou os modelos de 130 a 220 t de força de fechamento, com volumes de injeção entre 300 e 800 gramas. “Incorpora comandos Solaris ou Atos, com válvula proporcional de pressão e vazão e régua potenciométrica.” Segundo Scherer, seis exemplares já foram vendidos para o transformador de autopeças Novosul, de Novo Hamburgo -RS. A Jasot também fabrica injetoras rotativas para o mercado de solados, com capacidade produtiva de 20 unidades/mês no geral.


Scherer:queda nas taxas de juros aquece vendas

No ano passado, vendeu 170 máquinas entre todos os modelos da linha. “Esperamos encerrar 2000 com 220 máquinas comercializadas”, prevê. De acordo Scherer, os resultados obtidos com a Mecânica são um bom indício de que as cifras serão alcançadas. “Vendemos 28 máquinas de 120 a 180 t de força de fechamento para o segmentos de utilidades domésticas, autopeças, cosméticos e brinquedos, entre outros, inclusive para clientes do Paraguai e Argentina.” Além desses países, a Jasot também já exportou para a Bolívia, Chile, Venezuela, Paraguai, Equador, Colômbia e Peru.

 

 
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